Quanto você realmente sabe sobre a história do movimento LGBTQ+? Confira o post e saiba mais sobre a luta e conquistas, no Brasil e no Mundo

A luta por respeito e direitos iguais não é de hoje! Ganhando cada vez mais visibilidade na mídia e se tornando o centro de discussões, o movimento LGBTQ+ (finalmente) está ganhando o merecido destaque.

Mas, como foi o começo desta luta? Quais são as suas reivindicações e objetivos? Por quais mudanças o movimento LGBTQ+ passou? Como podemos ajudar a difundir os ideais e conquistar direitos? Aposto que a resposta para essas perguntas engloba muito mais informações e história do que a maioria das pessoas imagina. Que tal saber um pouco mais sobre o assunto?

A trajetória do movimento LGBTQ+: Bandeira

Quanto você realmente sabe sobre a história do movimento LGBTQ+? Aaiba mais sobre a luta e conquistas, no Brasil e no Mundo.Talvez uma das maneiras mais fáceis de começarmos a contextualizar o movimento LGBTQ+ seja explicando a simbologia de sua bandeira. Apresentada ao público pela primeira vez no dia 25 de junho de 1978, o símbolo mais popular do movimento foi criado pelo artista Gilbert Baker. Baker foi um ex-militar, que após se aposentar da carreira no exército americano, se mudou para a cidade de São Francisco, na Califórnia. Isso aconteceu na década de 70, quando o movimento LGBTQ+ era o centro de discussões acaloradas.

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A bandeira do movimento, que até então não possuía nenhum símbolo, foi desenha a pedido de Harvey Milk. Para quem nunca ouviu falar neste nome, trata-se do então supervisor da cidade de São Francisco. Mas Milk ficou famoso mesmo por ser o primeiro político publicamente assumido a lutar pelos direitos da causa nos Estados Unidos.

Significado das cores na bandeira LGBTQ+

Mas, voltando a bandeira: a inspiração de Baker para a bandeira veio dos hippies e na canção “Over the Rainbow”, que falam sobre o amor. Contudo, apesar de a bandeira atual lembrar o fenômeno da natureza, originalmente ela possuía oito faixas, cada uma com seu respectivo significado. São eles:

  • Rosa – a sexualidade
  • Vermelho – a vida
  • Laranja – a cura
  • Amarelo – luz do sol
  • Verde – a natureza
  • Azul – a serenidade e a harmonia
  • Violeta – espírito.

Por uma época o preto foi incluído para homenagear as vítimas da AIDS, dando ainda mais destaque às lutas do movimento LGBTQ+. Hoje em dia porém, a versão mais utilizada é a mais similar ao arco-íris.

Contudo, não é apenas esta bandeira que representa o movimento! Ao pesquisar, você pode encontrar outras versões como a Pansexual, Gênero Fluído e outras, que nos levam ao nosso próximo ponto de discussão.

A trajetória do movimento LGBTQ+:  Identidade de gênero x orientação sexual

Obviamente, para os participantes mais ativos do movimento, a diferença entre a identidade de gênero e orientação sexual é óbvia. Mas, para muitas pessoas ainda rola uma confusão na diferenciação dos termos. O gênero refere-se a maneira com que a pessoa se identifica. Existem pessoas que se percebem como homem, como mulher, como ambos ou mesmo como nenhum dos dois gêneros. Nestes casos são os chamados não-binários.

Já a orientação sexual depende do gênero pelo qual a pessoa desenvolve atração sexual e relacionamentos amorosos. Se o assunto ainda não ficou claro, dá uma lida neste post da Superinteressante, para esclarecer suas dúvidas. Apenas, por favor, não ofenda o movimento LGBTQ+ dizendo por aí que é tudo a mesma coisa. NÃO! São conceitos bem diferentes, que precisam ser difundidos em nossa sociedade para que haja um verdadeiro entendimento em relação ao movimento.

A trajetória do movimento LGBTQ+:  Significado e amplidão da sigla

Bom, agora que você já sabe como nasceu o maior símbolo do movimento, e alguns conceitos básicos para compreender os objetivos do movimento LGBTQ+, chegamos ao “abecedário” da sigla.

Provavelmente você se lembra que há dez anos atrás, a sigla era menor, representada apenas pelas letras GLS (gays, lésbicas e simpatizantes). O que mudou e por que novas letras foram incluídas? Como você agora sabe, não se trata apenas de orientação sexual, mas também de identidade de gênero.

Foi por isso, que outras letras e o símbolo +, foram adicionados à sigla do movimento, que vai além da orientação sexual. Aliás, o + foi incluído justamente para indicar que nem todos os espectros da sexualidade e gêneros podem ser representados por uma letra ou símbolo. Caso você ainda não saiba a diferença entre pansexual, transgênero, cisgênero, não binário, não conformidade de gênero, fluidez de gênero, entre outros, nós aconselhamos ler esta matéria da Folha de São Paulo.

A trajetória do movimento LGBTQ+:  História do movimento no mundo

Quanto você realmente sabe sobre a história do movimento LGBTQ+? Aaiba mais sobre a luta e conquistas, no Brasil e no Mundo.Com curiosidade para saber como e quando o movimento começou a se organizar para lutar por seus direitos? Infelizmente os relatos de violência e repreensão são muito mais antigos do que gostaríamos. Para se ter uma ideia, o primeiro código penal contra a homossexualidade data do século XIII. Ele pertenceu era do império de Gengis Khan e punia a “sodomia” com a morte. 

Felizmente, a mentalidade do ser humano foi evoluindo (por mais que seja com passos de formiga). O marco zero do movimento LGBT contemporâneo aconteceu em 28 de junho de 1969. Foi quando aconteceu episódio, conhecido como Stonewall Riot (Rebelião de Stonewall). Neste dia, em Stonewall Inn, Greenwich Village, Estados Unidos iniciou-se uma rebelião de seis dias.

Foi nesta data que gays, lésbicas, travestis e drag queens confrontaram a polícia como uma resposta às ações arbitrárias da polícia, que sempre promovia batidas e revistas humilhantes em bares gays de Nova Iorque. Esta rebelião foi um divisor de águas do movimento pelos direitos LGBTQ+ nos Estados Unidos. A história é longa e não tão fácil de ser resumida. Então, se quiser saber mais sobre com as coisas se desdobraram, leia esse artigo do Guia do Estudante.  

A trajetória do movimento LGBTQ+:  História do movimento no Brasil

Aqui no Brasil, a luta e organização do movimento começou na década de 1970, através de pequenas publicações alternativas. Já na década de 1980 o movimento se reorganizou em uma resposta à crise da AIDS, o que permitiu que se tornasse ainda mais visível na década de 1990.

Não bastasse o preconceito a ser vencido, nesta época o movimento ainda tinha que lutar contra a ditadura militar. Foi por isso, que publicações alternativas como “O Lampião de Esquina” foram de extrema importância para a causa LGBTQ+. Fundado em 1978, ele foi o primeiro veículo de circulação nacional e grande tiragem a apoiar abertamente o movimento e denunciar os abusos cometidos durante a ditadura.

Após essa fase o movimento LGBTQ+ ainda teve que enfrentar outros desafios, como o aumento da AIDS/HIV e consequentemente o preconceito da sociedade, entre outros. Para saber mais sobre toda a história do movimento no Brasil há um texto lindo e mega completo do “Nexo Jornal”.

Motivos de orgulho para o movimento LGBTQ+ e seus participantes, não faltam. Mas a luta continua, obviamente com todo o apoio do The Shoppers! Pode contar com a gente, seja no Facebook, Youtube, Instagram ou Twitter. Vamos fortalecer essa causa! 😉

 

Até a próxima Shopper!

 

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