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Final Fantasy 7 Remake: a espera valeu a pena?

Final Fantasy 7 Remake é um dos games mais esperados dos últimos 15 anos, desde que apenas a ideia de um remake com gráficos melhorados surgiu na mente dos jogadores. Agora, com a chegada daquela que será a primeira parte da saga, será que os anos de espera valeram a pena ou era melhor ter se empolgado com qualquer outro game no lugar? 

Uma nova aventura familiar

Final Fantasy 7 Remake é um milagre feito pela Square Enix, pegando um trecho que dura aproximadamente 6 horas no game original e o transformou em um jogo inteiro com 50 horas de conteúdo. Isso foi feito ao enriquecer a história de personagens secundários, incluir quests e detalhes sobre o universo que antes eram apenas comentados superficialmente.

Final Fantasy 7
Divulgação/Square Enix

A impressão que fica a cada nova sessão visitada de Midgar, a cidade que serve como cenário para esse jogo, é que os desenvolvedores tiveram um carinho imenso não só em recriar o local, mas torná-lo algo vivo. Possivelmente o maior trunfo da Square Enix e da equipe por trás do remake é ter feito tudo o que funcionava antes ser até melhor no remake. 

Além dos gráficos, a trilha sonora também foi renovada, inclusive jogando trechos de melodias em momentos inesperados e que trazem um impacto bem forte nos fãs.

Final Fantasy 7
Divulgação/Square Enix

Para esse público, que sonhava com um remake desde o momento em que a Sony mostrou uma demo técnica do jogo na E3 2005, essas mudanças foram muito bem vindas, já que, mesmo atualizando elementos considerados clássicos, a Square Enix fez isso de um jeito que não só respeita o que veio antes como os moderniza de maneira bastante eficaz.

Estratégia ou pancadaria desenfreada?

Possivelmente a maior mudança sensível que os fãs sentirão é o esquema de batalha do remake de Final Fantasy 7. Apesar de existir uma opção para o combate por turnos clássico, que não funciona exatamente como no jogo original, o modo padrão agora é basicamente um RPG de ação, colocando o jogador para controlar todos os membros da sua equipe, correndo pelo cenário e desferindo ataques comuns e especiais como se estivessem em uma briga “de verdade”. 

Isso funciona melhor do que o esperado, sendo até mesmo uma versão atualizada do esquema de combate já visto em Final Fantasy XV, com a diferença de agora ter total controle sobre todos os personagens, em vez de apenas um.

Divulgação/Square Enix

Se por um lado essa mudança deixa as coisas mais dinâmicas, por outro, ela acaba por tirar um pouco o senso de estratégia de batalha, tornando as coisas mais reativas. Tudo precisa ser resolvido como em um luta de verdade. Outro elemento que foi alterado é o esquema de summons, os monstros gigantes que podem auxiliar os personagens.

Se antes chamar um summon era um espetáculo a parte, além de uma ajuda considerável na batalha, agora eles aparecem apenas contra inimigos poderosos e lutando lado a lado Cloud, Tifa, Barret e Aerith, como um lutador extra na sua equipe.

Divulgação/Square Enix

Essa mudança é interessante, mas tira um pouco do ar místico dos monstros. Fora que gera uma dúvida sobre como alguns desses summons se comportarão nos outros games que adaptarão o clássico (os fãs devem lembrar do famigerado Knights of the Round e não tem como aquilo funcionar desse jeito novo).

Nem tudo é alegria

Apesar do milagre de sua simples existência, o remake de Final Fantasy 7 também dá uns tropeços. Os gráficos do jogo são lindos, mas é comum encontrar texturas em baixa resolução, que ficam mais chamativas quando aparecem ao lado de modelos bem trabalhados.

Outro elemento que deve afetar bastante aos fãs é o quão claustrofóbico o jogo consegue ser. Por pegar apenas o trecho de Midgar para essa primeira parte (todo o jogo será produzido em uma série de jogos em vez de apenas um), todos os cenários, por mais grandiosos que sejam, são bastante fechados para o jogador.

Final Fantasy 7
Divulgação/Square Enix

Essa pode ter sido uma escolha dos desenvolvedores, mas, depois de algumas horas de gameplay, isso incomoda um pouco. Essa divisão da história, também bastante compreensível frente ao tamanho do jogo, também pode ser um problema para quem já conhece bem como ela se desenvolve, já que por mais bem desenvolvida que essa primeira parte tenha sido, ainda fica um gostinho de quero mais durante toda a campanha.

Vale ou não a pena comprar?

Final Fantasy 7 Remake é, como comentado, um milagre somente por existir. A parte boa é que a Square Enix mostrou qual é o jeito certo de fazer um remake, recriando momentos com um sabor diferente, atualizando o que deveria e desenvolvendo melhor coisas que foram abordadas apenas superficialmente no passado por limitações da época.

Ele me parece um jogo que vai agradar tanto fãs antigos quanto novos, ainda que o elemento “nostalgia” tenha um peso grande para um melhor aproveitamento da história.

Final Fantasy 7 Remake vale bastante o valor cobrado e apenas deixará todos prontos para cobrar a Square Enix pela sua sequência o mais rápido possível.

O game está disponível, com exclusividade até 2021, para o PS4.