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ESPECIAL DIA DO ROCK: Tributo aos maiores artistas do gênero

Hoje, 13 de julho, é Dia Mundial do Rock. A data foi escolhida para homenagear um dos maiores eventos da história do Rock, o Live Aid em 1985.

Pra comemorar, eu preparei uma lista especial. Você var rever alguns dos maiores nomes que já ganharam a alcunha de roqueiros ou roqueiras. E conferir em detalhes suas obras e estilos, tanto musicais quanto de moda.

Aproveite essa seleção extremamente variada e indiscutivelmente talentosa.

Chuck Berry

Começando a lista com aquele que é reconhecido por muitos como o verdadeiro Rei do Rock. Suas letras e performances apresentavam um sentimento de entusiasmo em relação a cultura de consumo.

Em outras palavras, ele representava toda uma juventude em ascensão social, mas amaldiçoada pelo preconceito racial. Que compôs parte do seu público logo nas primeiras músicas.

Porém, a mistura de R&B com o country – estilo musical mais escutado pelos brancos daquela região – também chamou muito a atenção das classes mais altas.

Chuck Berry é responsável por dar pernas ao Rock. As mesmas pernas que faziam o tradicional Duckwalk. Enquanto ele cativava todos a dançarem com seu carisma e habilidades com a guitarra.

Resumindo, Berry não é apenas considerado o “Pai do Rock” por ter sido a figura que uniu todas as peças essenciais para que ele passasse a existir. Mas também por ter sido pioneiro em assumir o Rock & Roll não como um gênero e sim como um estilo de vida.

Mick Jagger

Não podemos esquecer aquele que aos 17 anos abandonou a faculdade de Contabilidade e Finanças em Londres para se tornar um dos maiores Rockstars do planeta.

Mick Jagger é um dos fundadores, vocalista e compositor da banda “The Rolling Stones”. Uma das mais importantes da chamada “invasão britânica”, que também contava com “The Beatles”, “The Who” The Hollies, entre outros.

Os Stones, em 57 anos de história, já transitaram por inúmeros estilos. Parte disso pode ser visto como consequência das várias mudanças de integrantes ocorridas durante todos esses anos. No entanto, Mick marca sua presença desde o primeiro dia da banda até hoje.

Mick Jagger sempre foi muito ousado ao compor seus looks. É um dos responsáveis pela popularização do Jeans Skinny, que sempre combinou muito com seu porte físico. O Rockstar sempre gostou de ousar, misturando diversas peças de roupas e criando sua moda pessoal com uma certa androginia. Certamente, tudo isso combina com uma figura de tamanha atitude, um grande símbolo do Rock & Roll.

Janis Joplin

Autora de uma obra tão curta, mas intensa o suficiente para marcar todos os amantes do gênero até hoje. Janis Joplin, a “Rainha do Rock” é, para todos que amam a arte, um presente por si só.

Vocalista principal e compositora das bandas Big Brother and the Holding Company, The Kozmic Blues Band e Full Tilt Boogie Band. Tinha em sua voz sua caracteristica mais marcante. Por isso, transformava suas obras em clássicos. Joplin é uma das maiores figuras do rock psicodélico, inaugurado nos anos 1960 pela banda Pink Floyd.

Janis foi também muito influente na moda, motivada fortemente pelo movimento hippie. Como resultado, isso se refletia diretamente na sua maneira de vestir, rebelde e de contra-cultura. Algumas das peças que a artista mais usava eram pulseiras, colares, anéis, óculos, coletes e bordados.

Infelizmente, a cantora teve sua vida pessoal muito conturbada. Contando com quadros severos de depressão, uso de drogas e tentativas de suicídio. Até que no dia 4 de outubro de 1970, aos 27 anos, faleceu devido a uma provável overdose de heroína. Acabou juntando-se a nomes como Jimi Hendrix e Brian Jones no conhecido “Clube dos 27”.

Kurt Cobain

Outro grande artista que nos deixou cedo demais. Kurt Cobain com a banda Nirvana influenciou toda uma geração com sua música e seu lifestyle.

Além de seu talento indiscutível, Cobain ganhou nossos corações pelas suas atividades fora dos palcos e estúdios. Já que em muitas ocasiões, ele saiu em defesa das mulheres e batalhou contra a homofobia, a misoginia e o racismo.

Também foi responsável pela popularização do estilo grunge, que surgiu entre o fim da década de 1980 e começo dos anos 1990. O estilo era uma combinação do punk style e roupas mais casuais. Geralmente usadas no dia a dia, mas que passaram a fazer parte daquela moda.

Sendo assim, peças de roupas como camisas xadrez de flanela, jaquetas jeans e tênis surrados ou até mesmo roupas rasgadas se popularizaram.

Patti Smith

Uma verdadeira intelectual dentro do universo chamado Rock & Roll. Patti Smith sempre teve como suas grandes referências outras áreas da arte, como a literatura, que lhe rendeu o apelido de “poetisa do punk”.

Seu espírito rebelde reflete não só em toda sua obra, como em suas músicas, performances e livros. Além disso, Patti passou por situações de pobreza durante o início de sua carreira e teve participação até mesmo na política. Sempre tocou em temas ambientais e humanistas e participou de comícios contra a violência.

Patti fazia sua erudição artística reverberar até mesmo em suas roupas. “Eu encarava a roupa como uma figurante que se prepara para uma participação em um filme da Nouvelle Vague”.

Tinha um estilo despojado e não se importava com o que os outros pensavam. Estava mais preocupada com sua música e trabalho.

Cássia Eller

Uma das vozes mais marcantes a pisar em território tupiniquim, Cássia Eller não poderia ficar de fora dessa lista.

Ao assumir-se uma intérprete declarada, Cássia pôde explorar uma extensa variedade de estilos, desde Nando Reis, passando por Rita Lee e até mesmo John Lennon.

Sendo assim, fica muito difícil definir um estilo para uma artista tão versátil e eclética. Cássia morreu aos 39 anos, deixando 10 álbuns para a prosperidade, 6 deles gravados em estúdio e 4 deles ao vivo.

Chico Science

Sem dúvida, um dos maiores nomes de todos os tempos da música brasileira. Líder da banda Chico Science & Nação Zumbi e um dos principais colaboradores do Manguebeat, movimento de contracultura surgido em 1991 que misturava maracatu, com rock, hip hop, funk e música eletrônica.

Até hoje, no carnaval de Olinda, muitas pessoas se “fantasiam” de Chico Science, usando seu chapéu de aba curta e curvada, óculos escuros ou até algum adereço de caranguejo, principal símbolo do movimento Manguebeat.

Chico Science & Nação Zumbi tem seus dois álbuns incluídos na lista elaborada pela revista Rolling Stone com os 100 melhores discos da música brasileira, elaborada a partir de uma votação com 60 jornalistas, produtores e estudiosos de música brasileira: Da Lama ao Caos ficou na 13ª posição e Afrociberdelia na 18ª.