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Nokia no Brasil: relembre os grandes aparelhos da empresa

O ano de 2020 marca o retorno oficial da Nokia ao Brasil, após o anúncio de uma parceria com a Multilaser para lançar novos aparelhos no país, algo que não acontecia desde 2014. Agora, esse retorno reacende a memória de alguns dos aparelhos da empresa que certamente marcaram os usuários brasileiros. Pensando nisso, reunimos alguns desses modelos para lembrar da história da marca no país.

O início no mercado de telefones

A Nokia surgiu na Finlândia como uma fábrica de papel, mas mudou para o mercado de tecnologia na década de 70, lançando seus primeiros fones para veículos na década de 80. Só que foi em 92 que a empresa começou a ganhar destaque com o lançamento do Nokia 1011. Ao longo dos anos 90, a empresa prosseguiu com lançamentos de novos aparelhos que operavam conforme a tecnologia da época permitia, mas com preços mais altos por conta do período.

Nokia 1011
Reprodução/Nokia Collection

Em 98, a empresa lançou o lendário Nokia 5120, conhecido por sua durabilidade incrível e pelo jogo Snake na memória, o famoso “jogo da cobrinha”. Ele operava com a extinta tecnologia TDMA, tela de 5 linhas monocromática. Ele era capaz de mandar SMS de até 160 caracteres e bateria que durava 3 horas de uso intenso ou 200 horas em espera.

Reprodução/Nokia Collection

A glória dos anos 2000

A durabilidade dos telefones da Nokia começou a ganhar popularidade no final da década de 90, algo que continuou com o sucesso do Nokia 3310. Lançado em 98, o aparelho acabou se popularizando no país apenas no ano 2000.

Divulgação/Nokia

Ele trazia a possibilidade de baixar toques monofônicos, algo que era um diferencial real na época. A empresa foi crescendo e acabou se tornando ícone junto a alguns lançamentos da cultura pop com o Nokia 8110, usado pelo personagem Neo em Matrix, e que chegou a receber uma nova versão em 2018.

Nokia 8110
Reprodução/Tecnoblog

Em 2003, a Nokia lançou um dos seus grandes sucesso, o Nokia 1110. O aparelho, igualmente durável como os anteriores, ficou bastante famoso por ser um dos primeiros a trazer uma lanterna na sua parte superior.

Até hoje, quando algumas pessoas se lembram do telefone, se recordam da sua durabilidade, já que poderia ser derrubado no chão várias vezes e continuar funcionando, e de ser o “telefone da lanterninha”.

Nokia 1100
Divulgação/Nokia

Nos anos 2000, a empresa começou a experimentar mais com os formatos dos seus telefones celulares. Se hoje é comum encontrar aparelhos praticamente idênticos, naquela época, cada um tinha um design mais louco e colorido que o outro.

A empresa lançou o popular Nokia 5200 em 2006, com tela colorida, câmera VGA, acessava a internet e tinha um tocador de MP3, algo que fez a cabeça de muita gente na época.

Outro aparelho da Nokia que chamou muita atenção na época do seu lançamento, em 2003, foi o N-Gage. Tentando alcançar o público gamer, o telefone tinha um visual que lembra mais um console portátil, com botões direcionais dedicados e a possibilidade de jogar games como Tomb Raider, utilizando cartuchos especiais.

Divulgação/Nokia

O aparelho não fez tanto sucesso como a empresa finlandesa esperava, mas com certeza marcou época com a invenção do side talking, meio esquisito utilizado para conversar pelo telefone e que acabou virando piada na internet.

Em 2007, antes do domínio de Android e iOS, a empresa finlandesa trabalhava com o sistema operacional Symbian, que chegou ao seu possível ápice com o lançamento do N95, considerado por muitos o melhor smartphone antes da nova era de smartphones.

Reprodução/Asim18

Além de sua conectividade com a internet através de alguns apps, o aparelho chamava atenção pela sua câmera, que trazia uma lente de 5 MP Carl Zeiss. Ele ainda tinha um visual mais sério, com o teclado escondido através de um leve slide.

Linha Lumia e decisões equivocadas da Nokia

Com o lançamento de aparelhos com Android, a Nokia poderia ter seguido o mesmo caminho da Samsung, mas apostou em um terceiro tipo de sistema operacional, o Windows Phone, Em 2011, a empresa iniciou a linha Lumia de smartphones focados no SO da Microsoft.

Os aparelhos eram notoriamente rápidos e com câmeras muito boas para a época, com destaque para o Lumia 1020, que tinha uma lente de 41 MP, algo absurdo para o ano de seu lançamento.

Divulgação/Nokia

A qualidade dos aparelhos e o fato de a Nokia ter virado a empresa “não-oficial” do Windows Phone chamou a atenção da própria Microsoft, que acabou por comprar a divisão de celulares da Nokia. A ideia era boa, mas a execução não poderia ter sido pior.

Mesmo após o lançamento de alguns aparelhos bastante interessantes, o fato de o sistema operacional não ter emplacado como a Microsoft esperava colocou um ponto final na produção de smartphones, apagando assim o que tinha sobrado da Nokia.

O retorno da Nokia

Após a venda da sua divisão de telefones celulares para a Microsoft, a Nokia seguiu com outros negócios, mas isso mudou em 2016, quando foi anunciado que outra companhia, a também finlandesa HMD Global, adquiriu os direitos para usar o nome Nokia em seus smartphones.

No início, muitos torceram o nariz pois não seria a “Nokia de verdade”, mas o fato de a HMD Global ter vários ex-executivos que trabalharam na época de glória da marca começou a mudar essa visão.

Nokia 110
Divulgação/Nokia

A companhia passou a lançar dois tipos de telefones celulares: os chamados Feature Phones e smartphones com Android. Entre esses telefones mais simples, que fogem das extravagâncias dos smartphones, a empresa teve uma nova versão do clássico Nokia 3310.

Já a linha de aparelhos Android chega ao país oficialmente com o Nokia 2.3, um smartphone de entrada que será vendido no Brasil em uma parceria com a empresa Multilaser. A HMD Global já confirmou que tem planos para o lançamento de outros modelos de smartphones por aqui, mas ainda não revelou exatamente quais.

Enquanto isso não acontece, e se você tem muita vontade de comprar um novo smartphone com hardware mais potente, existem opções disponíveis em sites como Banggood, como esses abaixo.

Será que veremos todos esses aparelhos oficialmente no Brasil, marcando de vez o retorno da marca aos tempos de glória no país? Só o tempo dirá.